A IMORTALIDADE
A Imortalidade
Onde o ser humano deixa de ser ele mesmo para se tornar a imagem que os outros projetam.
A Imagem e o Destino
Em A Imortalidade, Milan Kundera abandona a política direta de suas obras anteriores para mergulhar na metafísica da existência. O livro não segue uma cronologia linear, mas sim uma lógica de temas que se entrelaçam: a vida das irmãs Agnes e Laura, e encontros imaginários entre figuras históricas como Goethe e Hemingway. Kundera define a imortalidade não como a vida eterna da alma, mas como o rastro ridículo ou glorioso que deixamos na mente dos que ficam — a nossa "imagem" que sobrevive ao corpo.
Reflexões sobre o Ser
- A Tirania da Imagem: Kundera critica um mundo dominado pela aparência, onde o fato é menos importante do que a forma como ele é percebido.
- Agnes vs. Laura: O contraste entre a irmã que deseja o anonimato e o isolamento (a essência) e a que busca a afirmação constante pelo olhar alheio (a imagem).
- O Humor e a Melancolia: Através de diálogos imaginários no além-mundo, o autor mostra como a glória póstuma pode ser uma forma suprema de ironia.
"A imortalidade é um tribunal perpétuo em que não se julga a pessoa, mas a sua imagem."