AS PALAVRAS E AS COISAS
As Palavras e as Coisas
A arqueologia do saber e a invenção da figura do Homem.
A Estrutura Invisível do Pensamento
Em As Palavras e as Coisas, Michel Foucault propõe que cada período histórico possui uma "episteme": uma grade de saberes que determina o que pode ou não ser pensado e dito. O livro parte da análise do quadro As Meninas, de Velázquez, para ilustrar a complexidade da representação. Foucault demonstra como passamos da era do Renascimento (focada em semelhanças) para a Era Clássica (focada em representação e ordem) e, finalmente, para a Era Moderna, onde surge a figura do "Homem" como objeto de estudo das ciências humanas.
Pontos de Descontinuidade
- A Morte do Homem: Talvez a tese mais polêmica da obra, onde Foucault sugere que o "homem" é uma invenção recente e que pode desaparecer caso as estruturas de saber mudem novamente.
- Linguagem e Trabalho: O autor analisa como a economia, a biologia e a filologia se transformaram para focar na produção, na vida e na estrutura da língua.
- O Poder do Arquivo: A obra não trata apenas do que foi dito, mas das leis que permitiram que certas coisas fossem aceitas como verdade em detrimento de outras.
"O homem é uma invenção cuja data recente a arqueologia do nosso pensamento mostra facilmente."