CASCOS & CARÍCIAS

Cascos & Carícias

A lucidez afiada de Hilda Hilst em diálogos com o cotidiano.

A Escrita como Provocação

Em Cascos & Carícias, somos apresentados às crônicas publicadas originalmente no jornal Correio Popular de Campinas, entre 1992 e 1995. Hilda Hilst utiliza este espaço para dialogar diretamente com o leitor sobre a finitude, a paixão, a política e a estupidez. O título já denuncia a dualidade da obra: o "casco" que golpeia o óbvio e a "carícia" da palavra que acolhe a alma inquieta. É Hilda em seu estado mais livre, fundindo o erudito com o popular de forma magistral.

Faceta da Obra Essência Literária
Ironia O uso do sarcasmo para expor feridas sociais.
Transgressão A quebra de tabus sobre o desejo e o corpo.
Cotidiano Observações banais elevadas à categoria filosófica.
Misticismo A eterna busca pelo sagrado em meio ao profano.

O Olhar da Morada do Sol

  • A Voz da Solitude: Escritas a partir de sua reclusão na Casa do Sol, as crônicas revelam como Hilda processava o mundo externo através de sua lente interna singular.
  • Humor Ácido: A autora não poupa críticas a políticos, intelectuais e à "burrice" institucionalizada, sempre com uma fluidez invejável.
  • Empatia Humana: Por trás da aspereza, há uma profunda compaixão pela fragilidade humana e pela brevidade da vida.
"Escrever é uma tentativa de se tornar imortal, ou ao menos de deixar um rastro de luz na escuridão alheia."

Gemini