CONCERTO A CÉU ABERTO PARA SOLOS DE AVE
Concerto a céu aberto para solos de ave
A partitura do invisível e a música que emana do silêncio das criaturas.
A Orquestra do Chão por Manoel de Barros
Publicado em 1991, Concerto a céu aberto para solos de ave representa um momento de extrema sofisticação lírica na carreira de Manoel de Barros. O livro detalha a audição do poeta voltada para o que é quase inaudível: o canto dos pássaros, o crescimento das plantas e o movimento das águas. O conteúdo fornece informações ricas sobre a "transposição de sentidos" (sinestesia), onde o som se torna imagem e a imagem se torna verbo. Através de uma narrativa que detalha o mundo como uma grande ópera do desimportante, Manoel nos convida a ouvir com os olhos e a ver com a alma, reafirmando que a verdadeira harmonia reside na liberdade das formas naturais.
Insights sobre a "Partitura do Barro"
- A Palavra como Som: Manoel de Barros detalha que a poesia deve ser lida com o ouvido. A informação central é que o ritmo do poema imita o fluxo orgânico da vida silvestre.
- Elogio ao Desapercebido: O conteúdo destaca o concerto que acontece enquanto o mundo dorme. Detalha a importância de estar atento aos "solos" solitários de criaturas que não buscam aplausos.
- A Escrita Orgânica: A narrativa fornece informações sobre o processo de composição do autor, detalhando que ele não escreve sobre a natureza, mas escreve *como* a natureza.
"O pássaro não canta para ser ouvido. Ele canta para que o céu não caia."