CONFESSO QUE VIVI
Confesso que Vivi
As memórias de uma vida dedicada à poesia, ao amor e à revolução.
A Prosa Poética de Pablo Neruda
Publicado em 1974, Confesso que Vivi é o testamento vital de Pablo Neruda. Nesta obra, o autor abandona o verso mas mantém o lirismo para narrar os episódios que moldaram a sua existência e a sua obra. Desde as suas primeiras descobertas poéticas nas florestas de Temuco até ao seu papel na Guerra Civil Espanhola e ao exílio político, Neruda detalha as suas paixões, amizades com García Lorca e Picasso, e a sua visão sobre o papel do poeta no mundo. É uma narrativa que oscila entre a introspeção profunda e o relato histórico de um mundo em transformação.
Pontos de Profundidade no Relato
- O Valor da Matéria: Neruda detalha o seu amor pelas coisas simples e objetos quotidianos (conchas, livros, vinhos), que ele via como portadores de uma "poesia impura" e autêntica.
- A Perspectiva da Solidão: O livro contém informações tocantes sobre as fases de isolamento do autor, mostrando que a sua poesia social nasceu de uma profunda reflexão individual.
- O Chile como Raiz: A narrativa reforça que, independentemente de onde estivesse no mundo, Neruda sempre escrevia com a "lama e a chuva" do seu país natal impregnadas nas palavras.
"Confesso que vivi: tive o prazer de partilhar o pão da poesia com os meus semelhantes."