ELEFANTE

O Peso do Flagrante: Elefante de Francisco Alvim

Em "Elefante", somos confrontados com a maestria de Francisco Alvim em dizer muito com quase nada. O livro é uma coleção de poemas-minuto, onde a dicção coloquial e o humor cortante revelam a "alma grande e pesada" — como um elefante — das hipocrisias e melancolias do Brasil contemporâneo.

"A poesia de Alvim não grita; ela sussurra uma ironia tão precisa que corta mais do que qualquer alarde."
A Estética do Fragmento

1. A Poesia do Cotidiano: Alvim captura diálogos de repartição, frases soltas de jantar e pensamentos íntimos, transformando o banal em uma crítica social profunda e, por vezes, devastadora.

2. O Conciso e o Cortante: Chico Alvim domina a arte da economia verbal. Seus poemas são como instantâneos fotográficos que revelam o que está escondido atrás das máscaras da cordialidade brasileira.

3. Melancolia e Poder: A obra oscila entre o desamparo existencial e o registro satírico das elites, mantendo sempre uma elegância cética que é marca registrada do autor.

Recurso Estético Efeito na Obra
Ironia Desmascara as convenções e o tédio social.
Coloquialismo Aproxima a poesia da fala viva das ruas e escritórios.
Minimalismo Valoriza o silêncio e o que fica subentendido.

Ler "Elefante" é caminhar por uma galeria de espelhos onde nos reconhecemos em nossas pequenas tragédias e ridículos. Francisco Alvim prova que a poesia pode ser leve no formato, mas carregar o peso de toda uma realidade nas entrelinhas.

Gemini