JÓQUEI
Jóquei
A poesia solar e cosmopolita que uniu Lisboa e Rio de Janeiro
Lançado em 2014, Jóquei é o arrebatador livro de estreia da poeta portuguesa Matilde Campilho. A obra tornou-se um fenômeno raro na poesia contemporânea, conquistando leitores com uma dicção que funde a melancolia luminosa de Lisboa com a vibração expansiva do Rio de Janeiro, cidade onde a autora viveu durante anos e que impregnou profundamente os seus versos.
A poesia de Matilde em Jóquei é marcada por um ritmo cinematográfico e uma fluidez que ignora fronteiras entre o cotidiano e o onírico. Seus poemas são repletos de referências culturais — da música de Bob Dylan às ruas de Ipanema —, construindo uma geografia afetiva que é, ao mesmo tempo, íntima e universal. Há uma juventude pulsante em cada linha, uma urgência de dizer o mundo através de imagens frescas e de um lirismo que não tem medo do encantamento.
O título sugere essa montaria veloz sobre a vida e as palavras. Matilde Campilho não escreve poemas estáticos; ela escreve poemas que caminham, que viajam e que respiram. Jóquei é uma celebração da linguagem como um espaço de liberdade e de encontro, reafirmando que a poesia pode, sim, ser solar, comunicativa e profundamente necessária nos tempos atuais.
Voz de uma Geração
Matilde Campilho conseguiu algo raro: trazer a poesia para o centro da conversa pública, sem perder o rigor ou a profundidade. Sua voz é um ponto de união entre a tradição lírica portuguesa e a inventividade do modernismo brasileiro.
Ler "Jóquei" é como assistir a um filme em que cada verso é um frame de luz. É uma leitura que nos reconcilia com a beleza do mundo através de um olhar estrangeiro que se sente em casa em qualquer lugar onde haja sol e palavras.