MENINO DE ENGENHO
Menino de Engenho
O despertar da consciência e a nostalgia de um mundo em dissolução.
A Memória Viva de José Lins do Rego
Publicado em 1932, Menino de Engenho inaugura a vasta obra de José Lins do Rego. O romance narra a história de Carlinhos, que, após a trágica morte da mãe e o internamento do pai, é levado para viver no Engenho Santa Rosa, sob a proteção do avô, o Coronel José Paulino. Através dos olhos da criança, o autor detalha a transição da infância para a adolescência em um ambiente patriarcal, onde a liberdade do campo se mistura com as rígidas hierarquias sociais e o início da decadência econômica da aristocracia rural nordestina.
Pontos de Profundidade no Conteúdo
- Lirismo e Realismo: José Lins do Rego detalha a beleza das manhãs no engenho sem ocultar as doenças, a pobreza e a violência que permeavam a vida dos agregados e escravos libertos.
- A Perda da Inocência: A narrativa traz informações sobre como o ambiente do engenho molda o caráter de Carlinhos, transformando o "menino de engenho" em um jovem precoce e melancólico.
- O Valor Documental: Mais do que ficção, o livro é um documento sobre as transformações sociais do Nordeste, onde o antigo sistema de produção dava lugar à industrialização das grandes usinas.
"Eu era um menino de engenho, com todas as virtudes e todos os vícios que a terra me dera."