MENINO DO MATO
Menino do Mato
O testamento poético de quem fez do quintal o seu universo infinito.
A Origem do Olhar por Manoel de Barros
Publicado em 2010, quando o autor já contava com 93 anos, Menino do Mato funciona como um espelho retrovisor para a alma de Manoel de Barros. O livro detalha o encontro do "velho poeta" com a criança que ele foi, vivendo entre as árvores e os bichos do Mato Grosso. O conteúdo fornece informações preciosas sobre a formação da sua "mitologia pessoal", revelando como o isolamento na natureza moldou uma linguagem que foge das convenções sociais. Através de versos livres e imagens quase surreais, a narrativa detalha que ser um "menino do mato" não é uma questão de idade, mas de manter a capacidade de se encantar com o rastro de uma formiga ou com o silêncio das pedras.
Insights sobre o "Testamento do Quintal"
- A Recusa da Lógica: Manoel de Barros detalha que a razão é uma barreira para a visão. A informação central é que o "menino" vê o que o "homem" apenas olha, captando a alma dos objetos.
- A Palavra-Animal: O conteúdo destaca como os verbos em Manoel ganham patas, asas e escamas. Detalha o processo de transformar a escrita em um organismo vivo que respira e habita a terra.
- A Eternidade do Agora: A narrativa fornece informações sobre como a memória da infância se funde ao presente da velhice, detalhando que o tempo poético é circular e imune ao relógio.
"Eu não sou daqui. Eu sou do lá. Do mato. Onde as árvores pensam e o rio me atravessa."