MORDA MEU CORAÇÃO NA ESQUINA

Morda meu coração na esquina

A poesia anárquica, o delírio e a São Paulo noturna


Lançada em 2023, a antologia Morda meu coração na esquina: Poesia reunida é o registro definitivo da força transgressora de Roberto Piva. Desde sua estreia com o lendário Paranoia (1963), Piva se estabeleceu como uma voz avessa às convenções burguesas e ao bom-mocismo literário. Sua poesia é um território onde o sagrado e o profano se fundem em meio ao concreto de uma São Paulo caótica, feita de buzinas, esbarrões e flertes noturnos, sob a influência direta do surrealismo e da geração beat.

A escrita de Piva é marcada por uma alta voltagem erótica e um misticismo selvagem. Para ele, o desejo sexual e a violência física não estão separados do delírio poético ou da solidão urbana. Organizado por Alcir Pécora, o volume percorre toda a trajetória do autor, livro a livro, revelando como Piva transformou a metrópole em um espaço de experimentação radical. Seus versos são um soco na moralidade vigente, celebrando a liberdade do corpo e do espírito contra qualquer forma de opressão ou estagnação.

Ler esta reunião poética é mergulhar em um mar de imagens alucinatórias e vigorosas. Piva não apenas escreveu poemas; ele viveu uma ética da rebeldia que ressoa até hoje como uma referência ímpar para as novas gerações. Através de seus olhos, a cidade deixa de ser um amontoado de prédios para se tornar um cenário de possibilidades infinitas, onde o coração é mordido na esquina e a vida pulsa em sua forma mais crua, anárquica e fascinante.

Informação Detalhes
Autor Roberto Piva
Compilação Alcir Pécora
Data da Edição 10 de março de 2023
Tipo de Literatura Poesia Reunida
Corrente Literária Surrealismo / Geração Beat Brasileira
Temas Erotismo, Misticismo, Caos Urbano e Transgressão

O Delírio como Verdade

"A poesia de Piva é um esbarrão elétrico na noite de São Paulo; um convite para morder a vida sem medo dos dentes."

Nesta obra, descobrimos que a verdadeira liberdade nasce da coragem de ser anárquico em um mundo que exige apenas o silêncio burguês.

Gemini