NEM ÁGUA, NEM LUA
Nem Água, Nem Lua
A essência do Zen e a desconstrução do ego através do silêncio
Em Nem Água, Nem Lua, o místico contemporâneo Osho mergulha no universo das parábolas Zen para oferecer uma série de palestras que desafiam a lógica racional e convidam à percepção direta da realidade. O título do livro refere-se a um famoso episódio de iluminação de uma monja Zen, simbolizando o momento em que todas as representações — o reflexo (a lua) e o meio (a água) — desaparecem, restando apenas a verdade nua do ser.
A abordagem de Osho é, como sempre, provocativa e transcendental. Ele utiliza as histórias curtas e muitas vezes absurdas do Zen para demonstrar como a mente humana está aprisionada em conceitos, preconceitos e desejos. Para o autor, o Zen não é uma religião ou uma filosofia, mas um "salto" para fora da mente. Através de seus comentários, ele explora a importância do silêncio, da meditação e da aceitação total do momento presente.
O livro não busca oferecer respostas prontas, mas sim destruir as perguntas que alimentam o ego. Osho enfatiza que a iluminação não é uma conquista futura, mas um reconhecimento imediato de algo que já está presente. Ao ler Nem Água, Nem Lua, o leitor é confrontado com a ideia de que a verdadeira espiritualidade nasce da simplicidade e da capacidade de rir das próprias pretensões, encontrando o sagrado no vazio absoluto.
O Salto no Desconhecido
Para Osho, o Zen é a forma mais pura de rebelião espiritual. Em vez de seguir mestres externos ou textos sagrados, ele propõe que o indivíduo se torne sua própria luz, destruindo as ilusões que a água da mente insiste em refletir.
"Nem água, nem lua" é um lembrete de que a verdade só pode ser experienciada quando paramos de tentar explicá-la. É uma leitura que limpa a visão e silencia o barulho interno.