O ASSASSINATO DE JESUS CRISTO
A Peste Emocional e a Vida: O Assassinato de Cristo
Em "O Assassinato de Jesus Cristo", Wilhelm Reich nos oferece uma leitura bioenergética do Novo Testamento. Para Reich, Jesus representa o homem "genital" — aquele que vive em harmonia com sua energia biológica e espiritual. Sua morte não é vista como um sacrifício religioso, mas como o crime inevitável de uma humanidade que odeia a vida em sua forma pura.
1. Jesus como Força Vital: Reich descreve Jesus como alguém que possuía uma "identidade funcional com a natureza". Sua mensagem era um chamado para a liberdade emocional e o prazer de viver, algo que a estrutura encouraçada da sociedade da época considerava perigoso.
2. A Peste Emocional em Ação: O livro detalha como a inveja, o medo do corpo e a repressão sexual se unem na figura do "homem pequeno" para destruir o que é autêntico. A crucificação é apresentada como a reação alérgica da rigidez social contra a fluidez da vida.
3. A Atualidade do Drama: Reich alerta que o "assassinato" continua ocorrendo sempre que a vitalidade é sacrificada em nome do dogma, da burocracia ou da moralidade repressora.
| Símbolo Reichiano | Interpretação na Obra |
|---|---|
| Cristo | A energia vital desobstruída e o amor pleno. |
| A Cruz | A couraça muscular e o peso da repressão social. |
| O Assassinato | A negação sistemática da alegria de viver. |
"O Assassinato de Jesus Cristo" é um dos textos mais apaixonados e trágicos de Reich. É uma obra que nos desafia a olhar para as nossas próprias "cruzes" e a questionar por que, tantas vezes, preferimos a rigidez da morte ao movimento vibrante da vida.