O ATO FOTOGRÁFICO

A Essência da Imagem: O Ato Fotográfico

Em "O Ato Fotográfico", Philippe Dubois mergulha na complexidade da fotografia, não apenas como um produto final, mas como um processo dinâmico. Ele nos leva a questionar: o que realmente acontece quando uma imagem é feita e vista?

"A fotografia não é a representação do real, mas o real da representação."

Dubois explora a fotografia sob três perspectivas cruciais, desmistificando a ideia de que a câmera é apenas um espelho da realidade.

As Três Perspectivas do Ato Fotográfico

1. Fotografia como Espelho (Analógica): A imagem como rastro, índice, prova de uma presença. Onde a fotografia é vista como uma cópia fiel da realidade, quase uma impressão digital do que existiu.

2. Fotografia como Pintura (Estética): Aqui, a fotografia é entendida como uma arte, com preocupações estéticas, composicionais e intencionais. O fotógrafo se posiciona como um autor, um criador que manipula a realidade para expressar uma visão.

3. Fotografia como Transformação (Ato): Esta é a dimensão mais inovadora de Dubois. A fotografia não é apenas um espelho ou uma arte, mas um **ato** que transforma tanto o sujeito fotografado quanto o observador. É um evento que altera a percepção do real.

Conceito Chave Implicação
Indicialidade A fotografia como vestígio do real, o "isso foi" de Barthes.
Dispositivo O aparelho e seu papel na construção da imagem e do sentido.
Olhar A fotografia molda a maneira como vemos e interpretamos o mundo.

Para Philippe Dubois, a fotografia é uma encruzilhada de tempos, olhares e tecnologias, um medium que nos convida a repensar nossa relação com a imagem e a realidade.

Gemini