O ELOGIO DA LOUCURA
O Elogio da Loucura: A Sátira de Erasmo
A sabedoria disfarçada sob o manto da insensatez.
Escrito em 1509, o tratado de Erasmo de Roterdã é uma obra singular onde a própria **Loucura** (Stultitia) assume o papel de oradora. Ela defende que é a verdadeira motorista da vida, da felicidade e até da coesão social, expondo com humor as vaidades de reis, teólogos e filósofos.
A Loucura como Fonte da Alegria
Para Erasmo, o excesso de racionalidade e sobriedade pode tornar a vida insuportável. A "Loucura" argumenta que as amizades, os casamentos e as relações sociais só funcionam porque ignoramos as falhas uns dos outros — um ato que a razão pura condenaria, mas que a vida exige.
"Onde quer que o homem viva, a loucura é o tempero que torna a existência palatável."
Erasmo não defende a insanidade, mas sim uma **tolerância cristã e humana** diante das imperfeições. Sua obra convida o leitor a rir de si mesmo, reconhecendo que a verdadeira sabedoria começa pela admissão da própria tolice.