FERNANDO PESSOA: O ESPELHO E A ESFINGE
A Multiplicidade do Ser: O Espelho e a Esfinge
Em "Fernando Pessoa: O Espelho e a Esfinge", Massaud Moisés analisa a genialidade de Pessoa sob a ótica da fragmentação. Para o crítico, a criação dos heterônimos não foi apenas um exercício literário, mas a tentativa desesperada e brilhante de um homem que precisava se multiplicar para conseguir suportar a própria existência.
1. O Drama em Gente: Moisés explora a ideia de Pessoa de que sua obra não é lírica, mas dramática. Cada heterônimo é um personagem de uma peça sem palco, onde o teatro acontece dentro da mente do autor.
2. O Espelho Estilhaçado: A obra discute como Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos funcionam como reflexos de partes latentes de Pessoa. Ao olhar para o espelho, ele não encontra um rosto, mas uma multidão.
3. O Mistério da Esfinge: O "enigma" de Pessoa reside na sua incapacidade de ser um só. Massaud Moisés argumenta que o autor se tornou uma esfinge para si mesmo, devorando a própria identidade em prol da arte total.
| Heterônimo | A Faceta do Espelho |
|---|---|
| Alberto Caeiro | A objetividade pura e a natureza sem metafísica. |
| Ricardo Reis | O classicismo, o destino e a aceitação estóica. |
| Álvaro de Campos | A angústia moderna e o excesso de sensações. |
A leitura de Massaud Moisés é essencial para compreendermos que Pessoa não usava máscaras para se esconder, mas para se revelar em toda a sua complexa e bela contradição.