O GUARDADOR DE ÁGUAS
O Guardador de Águas
A glorificação do ínfimo e a reinvenção do mundo através do olhar das águas.
A Epifania do Chão por Manoel de Barros
Lançado em 1989, O Guardador de Águas é uma das obras mais potentes de Manoel de Barros. O livro detalha a cosmologia particular do poeta, onde o Pantanal não é apenas um cenário, mas uma linguagem viva. O conteúdo fornece informações fascinantes sobre como o autor "desaprende" o dicionário comum para criar "idioletos" — palavras novas que capturam a essência de bichos, pedras e rios. Através de um lirismo que se recusa a ser solene, o texto detalha a beleza das coisas consideradas inúteis, elevando o "resto" à categoria de sagrado e transformando o leitor em um habitante do que o autor chama de "o quintal do mundo".
Insights Literários Aprofundados
- A Função do Inútil: Manoel de Barros detalha que a poesia serve para "desencher" o mundo de utilidade. A informação central é que o poético nasce justamente onde a produtividade cessa.
- Panteísmo Pantaneiro: O conteúdo destaca uma espiritualidade sem dogmas, detalhando a fusão do homem com o bicho e a planta, em uma celebração da matéria terrestre.
- O Poeta como Arqueólogo: A narrativa fornece informações sobre o trabalho de escavação das palavras. O livro detalha que escrever é tirar o excesso para que a essência mineral do verbo apareça.
"As coisas que não servem para nada têm 90% de poesia."