O JARDIM DAS AFLIÇÕES
O Jardim das Aflições
De Epicuro à ressurreição do Império Romano
Publicado originalmente em 1995, O Jardim das Aflições é considerado a obra filosófica central de Olavo de Carvalho. O livro toma como ponto de partida o contraste entre a vida retirada de Epicuro em seu jardim e a expansão do poder estatal e imperial. Através de uma tese que conecta a filosofia antiga ao pensamento político moderno, o autor investiga o que descreve como a tentativa recorrente de unificação do poder espiritual e temporal no Ocidente.
A obra é um denso ensaio de filosofia política e história das ideias, no qual o autor analisa a transição do pensamento medieval para o moderno, criticando o que identifica como o advento do "Estado total". Olavo de Carvalho utiliza uma erudição vasta para tecer críticas ao racionalismo iluminista e às correntes ideológicas que, segundo sua análise, buscaram substituir a transcendência religiosa por estruturas políticas onipresentes. O texto é conhecido por sua combatividade e pelo estilo analítico que não separa o rigor filosófico da observação da realidade social imediata.
O Jardim das Aflições busca demonstrar como as premissas filosóficas aparentemente abstratas moldam o destino das civilizações e as liberdades individuais. É um livro que convida a uma reflexão sobre a autonomia do intelecto perante as pressões coletivas e institucionais, propondo uma defesa do indivíduo contra a absorção pela massa e pelo aparato estatal.
A Tensão entre o Jardim e o Império
A obra propõe que a história do Ocidente pode ser lida como o conflito entre a liberdade do pensamento solitário e as sucessivas tentativas de restaurar a onipotência imperial.
Para além das polêmicas, o livro permanece como um documento robusto da tese olaviana sobre a estrutura do poder e a degeneração das ideias na esfera pública contemporânea.