O JOGO DA AMARELINHA
O Jogo da Amarelinha
A busca pelo centro do labirinto em um mundo feito de fragmentos.
A Arquitetura do Acaso
Em O Jogo da Amarelinha, Julio Cortázar nos apresenta uma obra que se recusa a ser estática. O livro é composto por 155 capítulos que podem ser lidos na ordem direta ou seguindo o "tabuleiro de direção" proposto pelo autor. Acompanhamos Horacio Oliveira em sua relação com a Maga e o Clube da Serpente em Paris, e seu posterior retorno à Argentina. Entre sessões de jazz e debates intelectuais, a obra investiga a dificuldade de comunicação e a busca incessante por um sentido — o "Céu" da amarelinha — que parece sempre escapar por entre os dedos.
A Revolução da Leitura
- Anti-romance: Cortázar rompe com a passividade do leitor, exigindo que ele participe ativamente da construção do sentido da história.
- Linguagem e Jazz: O ritmo da escrita mimetiza o improviso musical, onde o pensamento flui livremente entre o erudito e o visceral.
- O Gliglico: A invenção de um idioma lúdico e erótico que demonstra a genialidade linguística do autor.
"Andávamos sem nos procurar, mas sabendo que andávamos para nos encontrar."