O PRECONCEITO LINGUÍSTICO

Língua e Cidadania: Preconceito Linguístico

Em "Preconceito Linguístico: O que é, como se faz", Marcos Bagno nos confronta com uma realidade desconfortável: a gramática normativa tem sido usada como instrumento de exclusão social. O autor demonstra que a língua é um organismo vivo e que a variação linguística é uma riqueza, não um erro que precisa ser extirpado.

"Não existe língua feia ou língua errada. O que existe é uma sociedade que discrimina o falante através da sua fala."
Os Mitos de Bagno

1. O Mito da Unidade: Bagno contesta a ideia de que o português do Brasil é uniforme. Ele celebra as diferenças regionais e sociais, provando que a diversidade é a prova da vitalidade do nosso idioma.

2. A Norma Culta vs. Realidade: O livro explica que a "norma culta" é muitas vezes uma ficção baseada em padrões de séculos atrás, que ignora como as pessoas realmente se comunicam no cotidiano.

3. A Língua como Poder: O autor revela como o domínio da norma padrão é usado para manter hierarquias sociais, impedindo que cidadãos com variações linguísticas diferentes ocupem espaços de poder.

Mito Linguístico A Realidade Científica
"Brasileiro não sabe português" O Brasil fala um português autêntico e evoluído.
"Português de Portugal é melhor" São variantes diferentes e igualmente válidas.
"Falar errado é falta de estudo" É uma questão de variação dialetal e social.

Marcos Bagno nos convida a exercer uma "pedagogia da variação linguística", onde o respeito ao ser humano precede a regra gramatical. Ler esta obra é um passo fundamental para uma sociedade mais justa e linguisticamente democrática.

Gemini