O RETRATO DE DORIAN GRAY
O Retrato de Dorian Gray
A beleza é uma forma de gênio — é, na verdade, superior ao gênio, pois não precisa de explicação.
Esteticismo e Dualidade
Publicado em sua versão definitiva em 1891, O Retrato de Dorian Gray narra a história de um jovem de beleza estonteante que, sob a influência do hedonista Lorde Henry Wotton, deseja que sua aparência permaneça imutável enquanto seu retrato envelhece em seu lugar. Oscar Wilde utiliza esta premissa para explorar o abismo entre a máscara social e a podridão interna, criando uma narrativa onde o prazer é o único guia e a consciência se torna um fardo insuportável.
Pilares da Obra
- A Influência como Veneno: Wilde discute como a influência de uma mente sobre outra pode ser uma forma de pecado, moldando a vontade alheia até a perda da identidade.
- Arte vs. Realidade: O livro questiona se a arte deve ser moral ou se sua única obrigação é ser bela, um tema central do movimento esteticista da época.
- A Corrosão do Segredo: Dorian se torna prisioneiro de sua própria invulnerabilidade física, enquanto o segredo escondido no sótão o consome psicologicamente.
"Não existem livros morais ou imorais. Os livros são bem escritos ou mal escritos. Isso é tudo."