O RISO
O Riso
O mecânico encravado no vivo: a filosofia por trás da nossa diversão.
A Anatomia da Comédia
Em O Riso, Henri Bergson propõe que o cômico é algo essencialmente humano — não rimos de uma paisagem, mas de pessoas ou de coisas que remetem a elas. A tese central da obra é que rimos quando percebemos o "mecânico aplicado sobre o vivo". Ou seja, quando um ser humano, que deveria ser flexível e adaptável, age de forma automática, distraída ou repetitiva como uma máquina. Para Bergson, o riso é uma ferramenta de correção social que visa devolver a agilidade à vida.
A Função Social do Riso
- O Riso como Corretivo: Bergson argumenta que a sociedade precisa de membros alertas; o riso humilha a rigidez para forçar o indivíduo a ser mais consciente.
- A Inteligência Pura: O autor defende que o riso se dirige à inteligência, pois a emoção (empatia) anularia o efeito cômico.
- O Significado do Élan Vital: O cômico surge onde a vida parece ter perdido seu impulso criativo e se tornou estagnada.
"O riso é, antes de tudo, uma correção. Feito para humilhar, ele deve causar à pessoa que é seu objeto uma impressão penosa."