O SIGNO DESTRUÍDO

A Escrita e a Tradução: O Signo Destruído

Em "O Signo Destruído", Rosemary Arrojo utiliza a desconstrução para repensar o papel da linguagem na literatura e na tradução. A autora questiona a busca por uma "fidelidade" absoluta, sugerindo que o texto original não é um depósito de verdades imutáveis, mas um organismo vivo que se transforma a cada nova leitura.

"Traduzir não é transferir um significado pronto, mas sim produzir um novo sentido a partir das marcas deixadas por outro autor."
Pilares da Desconstrução de Arrojo

1. O Fim do Significado Fixo: Arrojo argumenta que o "signo" é destruído no momento em que percebemos que não existe uma interpretação única. O sentido está sempre em trânsito, dependente do contexto histórico e subjetivo do leitor.

2. O Tradutor como Autor: A obra eleva o papel do tradutor. Ele deixa de ser um "copista invisível" para se tornar um sujeito ativo, que inevitavelmente imprime sua própria voz e visão de mundo no texto traduzido.

3. A Linguagem como Poder: Arrojo explora como as definições de "fidelidade" muitas vezes escondem relações de poder e o desejo de controlar o que um texto deve ou não significar.

Conceito Abordagem de Arrojo
Original Um texto aberto a infinitas reescritas.
Fidelidade Uma utopia que ignora a subjetividade humana.
Tradução Um ato de criação e interpretação crítica.

A provocação de Rosemary Arrojo nos convida a aceitar a instabilidade da linguagem como uma fonte de riqueza e liberdade criativa, onde cada leitura é um novo nascimento para o texto.

Gemini