OLHAR, ESCUTAR, LER

Olhar, Escutar, Ler

As correspondências sensoriais e a estética sob o olhar do estruturalismo.

O Testamento Estético de Lévi-Strauss

Publicado originalmente em 1993 (França), Olhar, Escutar, Ler é uma obra onde o célebre antropólogo Claude Lévi-Strauss aplica seu método estruturalista à análise da arte. Diferente de seus tratados etnográficos, este livro é uma coletânea de ensaios mais íntimos e reflexivos. Nele, Lévi-Strauss estabelece diálogos entre diferentes formas de expressão — como a pintura de Poussin, a música de Rameau e a literatura de Diderot — buscando as regras universais que regem a sensibilidade humana e a criação artística através dos séculos.

Eixo da Sensibilidade Detalhes e Informações sobre o Conteúdo
O Olhar (Artes Plásticas) O conteúdo detalha a análise de Lévi-Strauss sobre o pintor Nicolas Poussin, utilizando a geometria e a disposição das formas para explicar como a mente humana organiza o caos visual em ordem estética.
O Escutar (Música) A obra oferece uma discussão técnica sobre a harmonia em Rameau e a transição do som para a linguagem, defendendo que a música é a forma de arte que mais se aproxima da estrutura dos mitos.
O Ler (Literatura) Informações sobre as críticas de Lévi-Strauss a Diderot e Rousseau, focando em como o texto literário opera como um sistema de signos que conecta a natureza à cultura.
Simbologia e Mito O autor estabelece paralelos entre a arte clássica europeia e as máscaras indígenas que estudou na América, revelando que a lógica da criação é comum a toda a humanidade.

Pontos de Profundidade no Conteúdo

  • A Unidade do Espírito Humano: Lévi-Strauss detalha sua tese de que a arte, independentemente da época, é um modo de conhecimento que reconcilia a emoção com o pensamento racional.
  • Crítica ao Impressionismo: O autor expressa informações interessantes sobre suas reticências quanto à arte puramente sensorial, defendendo que a grande arte deve ter uma estrutura inteligível por trás da superfície.
  • Diálogo Interdisciplinar: A narrativa flui entre a botânica, a geologia e a estética, mostrando como o "olhar" do antropólogo nunca se desliga das leis da natureza.
"O artista é alguém que, por meio de seu trabalho, consegue manter vivo o laço entre o mundo do conceito e o mundo da sensação."

Gemini