PARA NÃO DIZER ADEUS
Para não dizer adeus
A aceitação da finitude e a celebração da permanência
Publicado em 2005, Para não dizer adeus é uma das obras mais introspectivas de Lya Luft. Neste livro, a autora gaúcha, conhecida por sua profunda capacidade de analisar a alma humana, apresenta uma série de poemas e reflexões que lidam com a dualidade entre a partida e a permanência. Escrito em um estilo que mescla a densidade filosófica com a leveza do cotidiano, a obra serve como um guia sensível para enfrentar as inevitáveis perdas da vida sem perder a capacidade de encanto.
A poética de Lya Luft aqui é marcada por uma honestidade desarmante. Ela não evita temas difíceis como a velhice, o luto e a solidão, mas os aborda sob uma luz de serenidade e sabedoria. Para a autora, "não dizer adeus" significa manter viva a essência do que foi vivido, transformando a ausência em uma nova forma de presença. Seus versos convidam o leitor a um acerto de contas com o tempo, sugerindo que a maturidade é a arte de carregar nossos fantasmas com elegância e gratidão.
Em Para não dizer adeus, encontramos uma escrita que acolhe. É um livro sobre as "pequenas ressurreições" diárias e sobre a força necessária para continuar habitando o mundo com inteireza, mesmo após as rupturas. A obra reafirma Lya Luft como uma das grandes intérpretes da interioridade brasileira, oferecendo conforto através da palavra que, se não apaga a dor, certamente lhe confere um sentido maior.
A Permanência do Sentir
"O tempo não cura nada, apenas nos ensina a viver com o que resta." Nesta obra, Luft transforma essa constatação em um exercício de beleza e resiliência.
Para não dizer adeus é um convite para abraçarmos a impermanência com serenidade, reconhecendo que a vida se renova no exato momento em que aceitamos suas transformações.