POEMAS DE OUVIDO

Poemas de Ouvido

A musicalidade do verso e a escuta atenta do cotidiano


Publicado originalmente em 2003, Poemas de Ouvido é uma das obras mais emblemáticas de Renato Rocha. O título não é apenas metafórico; ele define o método e a estética do autor. Rocha constrói sua poesia a partir da escuta, capturando o ritmo das ruas, a cadência das conversas casuais e a melodia interna das palavras, transformando o ruído do mundo em uma lírica extremamente musical e acessível.

Renato Rocha, conhecido também por sua ligação com a música e a performance, traz para as páginas deste livro uma fluidez que desafia a rigidez do papel. Seus poemas parecem ter sido feitos para serem ditos, cantados ou ouvidos ao pé do ouvido. Há uma simplicidade aparente em seus versos que esconde um trabalho minucioso com a sonoridade, onde a rima e a métrica surgem de forma natural, quase orgânica, evocando a tradição dos trovadores e dos poetas populares.

Em Poemas de Ouvido, o cotidiano é celebrado com uma leveza tingida de melancolia. O autor fala de amor, de encontros e desencontros urbanos e da passagem do tempo com a clareza de quem observa a vida da janela de um bonde ou de uma mesa de bar. É um livro que convida o leitor a apurar os sentidos e a perceber que a poesia não está apenas no que se lê, mas principalmente no que se escuta entre as linhas.

Informação Detalhes
Autor Renato Rocha
Lançamento 2003 (Selo 7Letras)
Gênero Poesia Contemporânea
Estilo Coloquial, Musical e Rítmico
Temas Cotidiano, Urbanidade, Som e Oralidade

A Escuta Poética

Renato Rocha trabalha a poesia como uma partitura do invisível. Seus versos não buscam o impacto da imagem visual, mas a permanência do som que reverbera após a leitura, criando uma conexão direta com a tradição oral brasileira.

A obra é um lembrete de que a poesia é, antes de tudo, uma arte do fôlego e da vibração, capaz de transformar a banalidade do dia a dia em uma sinfonia de pequenas revelações.

Gemini