RETRATO DO ARTISTA QUANDO COISA

Retrato do artista quando coisa

A desumanização lírica como via de acesso à essência mineral e vegetal do ser.

A Metamorfose em Objeto por Manoel de Barros

Lançado em 1998, Retrato do artista quando coisa detalha o processo de esvaziamento do "eu" para que o poeta possa se tornar parte da matéria. Manoel de Barros fornece informações sobre uma jornada inversa à vaidade humana: em vez de humanizar a natureza, ele prefere "coisificar-se". O conteúdo explora a ideia de que o artista atinge sua plenitude quando consegue olhar o mundo sem os filtros do ego, detalhando uma existência que se confunde com a lentidão das pedras e a transparência das águas. É uma obra que fornece um mergulho na ontologia do desimportante, onde o artista não é mais o centro, mas apenas um elemento a mais na paisagem do quintal.

Conceito Central Conteúdo Detalhado e Informações Filosóficas
Autoaniquilação do Ego O livro detalha a busca por um estado de "quase-nada". Esta informação é fundamental para entender como o poeta se despe de títulos e glórias para se aproximar da pureza da matéria bruta.
Filosofia do Barro O conteúdo fornece um pensamento que valoriza o estático e o telúrico. Detalha como a sabedoria não está no movimento frenético, mas na capacidade de permanecer e pertencer ao solo.
Linguagem Mineral A obra detalha uma escrita que imita a dureza e a eternidade das coisas. Fornece informações sobre a construção de versos que parecem escavados, em vez de apenas escritos.
A Coisa como Ser A narrativa detalha a dignidade suprema dos objetos. O livro fornece informações sobre como uma lata velha ou um pedaço de vidro podem conter mais "verdade" do que discursos humanistas.

Insights sobre a "Estética do Objeto"

  • O Poeta-Utensílio: Manoel de Barros detalha que o artista deve ser útil como uma colher ou um prego. A informação central é a funcionalidade poética do ser no mundo.
  • Simbiose com o Inanimado: O conteúdo destaca o prazer de sentir-se pedra ou planta. Detalha como essa troca de lugar permite uma compreensão mais profunda dos ciclos naturais.
  • A Escrita do Silêncio: A narrativa fornece informações sobre o cansaço das palavras explicativas. O livro detalha a preferência por uma poesia que apenas "aponta" e "mostra" a beleza inerente às coisas.
"Eu queria ser uma coisa. Uma coisa qualquer que o vento não leva e que a água não molha."

Gemini