SETE ANOS
Sete Anos
A inteligência ácida e o olhar tragicômico de Fernanda Torres
Publicado em 2014, Sete Anos reúne uma seleção das crônicas escritas por Fernanda Torres para o jornal Folha de S.Paulo e para a revista Veja. Se na atuação ela é um ícone, na literatura Fernanda consolidou-se como uma das vozes mais agudas e divertidas da crônica contemporânea, utilizando uma autoironia implacável para dissecar o cotidiano e a vida artística.
O livro percorre um período de profundas transformações pessoais e sociais. Com um estilo que mistura a agilidade do roteiro com a profundidade do ensaio, a autora aborda desde as delícias e os horrores da maternidade tardia até as peripécias de uma carreira internacional e os bastidores do teatro. Fernanda possui o raro talento de transformar um pequeno incidente doméstico em uma reflexão existencial sobre a velhice, o sucesso ou a "brasilidade".
Em Sete Anos, o leitor encontra uma escritora que não tem medo de rir de si mesma. Suas crônicas são marcadas por uma honestidade brutal e um tempo cômico perfeito. Entre relatos de viagens desastradas e homenagens emocionantes a colegas de profissão e familiares (como o antológico texto sobre a morte de seu pai), a obra reafirma Fernanda Torres como uma observadora privilegiada — e muitas vezes perplexa — das contradições humanas.
Verve e Cotidiano
O que fascina em "Sete Anos" é a transição fluida entre o riso e a melancolia. Fernanda escreve com a rapidez de quem vive muitas vidas em uma, mas com a pausa necessária para encontrar o absurdo no comum.
A coletânea funciona como um diário público de uma mente inquieta, oferecendo um antídoto inteligente contra a monotonia e uma celebração da lucidez através da palavra.