TODOS OS HOMENS SÃO MORTAIS
O Peso da Eternidade: "Todos os homens são mortais" de Simone de Beauvoir
Publicado em 1946, este romance de Simone de Beauvoir utiliza um elemento fantástico — a imortalidade — para explorar as angústias fundamentais da condição humana e o significado de nossas escolhas.
Raimon Fosca: O Homem que não Morre
A história começa com Regina, uma atriz ambiciosa e obcecada pela posteridade, que conhece Raimon Fosca, um homem que afirma ter nascido no século XIII e ser incapaz de morrer. Através do relato de Fosca, viajamos por séculos de história, desde a Itália medieval até as revoluções modernas.
A Maldição do Infinito
Ao contrário do que Regina imagina, a imortalidade de Fosca é uma tragédia. Sem a morte como limite, o tempo torna-se uma massa amorfa e sem valor. Beauvoir nos mostra que é justamente a mortalidade que confere urgência, paixão e sentido aos nossos atos.
Existencialismo e História
Através das tentativas fracassadas de Fosca de mudar o mundo ou governar impérios, a autora reflete sobre a liberdade e a responsabilidade. O livro sugere que nenhum indivíduo pode carregar o destino da humanidade sozinho, e que a verdadeira conexão ocorre no presente compartilhado com os outros mortais.
"Um homem morto é um homem que não é mais nada. Um imortal é um homem que não é nada além do que é."
Conclusão
"Todos os homens são mortais" é uma leitura densa e melancólica, mas estranhamente reconfortante. Ela nos convida a aceitar nossa finitude como o maior presente que possuímos, pois é ela que torna cada momento e cada escolha únicos.