TRSITE FIM DE POLICARPO QUARESMA

Triste Fim de Policarpo Quaresma

O idealismo de um patriota confrontado pela realidade de um país indiferente.

A Crítica Social de Lima Barreto

Publicado inicialmente em 1911, Triste Fim de Policarpo Quaresma é a obra-prima de Lima Barreto. O romance narra as desventuras de Policarpo, um funcionário público visionário e profundamente patriota, que acredita que o Brasil possui todas as ferramentas para ser a maior potência do mundo, bastando apenas resgatar suas raízes autênticas. Através de uma linguagem direta e crítica, Barreto detalha o choque entre o sonho utópico de Quaresma e a mediocridade política da época do marechal Floriano Peixoto, resultando em um dos retratos mais fiéis da alma brasileira.

As Três Utopias Detalhes e Informações sobre o Conteúdo
Utopia Cultural (O Tupi) Policarpo defende a substituição do português pelo tupi-guarani como língua oficial, acreditando ser esta a verdadeira essência da nação, o que o leva a ser internado em um manicômio.
Utopia Agrícola (O Sossego) Ao se aposentar, Quaresma tenta provar a fertilidade das terras brasileiras no seu sítio. O conteúdo detalha seu fracasso diante das pragas naturais e do descaso governamental com a agricultura.
Utopia Política (A Guerra) Durante a Revolta da Armada, Policarpo alista-se para apoiar o governo. A obra oferece informações sobre sua desilusão final ao presenciar a crueldade e a corrupção do regime que defendia.
Olga: O Olhar Crítico A afilhada de Policarpo representa a inteligência e a consciência. Através dela, o autor detalha a frustração feminina diante de um sistema patriarcal e retrógrado.

Pontos de Profundidade no Conteúdo

  • A Sátira ao Militarismo: Lima Barreto detalha a figura de Floriano Peixoto como um ditador frio, expondo a burocracia inútil e o autoritarismo que esmagam o idealismo individual.
  • O Pré-Modernismo: O conteúdo destaca como a obra rompe com a linguagem rebuscada da época, trazendo um tom coloquial e jornalístico para denunciar o racismo e as desigualdades sociais.
  • O Herói Incompreendido: A narrativa reforça que Policarpo não era louco, mas sim "excessivo" em seu amor por um país que não se amava o suficiente para mudar.
"A pátria que ele desejara ter era um mito; era um fantasma criado no isolamento do seu gabinete."

Gemini