VEM CÁ, DEITAR COMIGO
Vem cá, deitar comigo
A poesia como refúgio e o desabafo da pele
Lançado em 2020, Vem cá, deitar comigo é uma das obras mais emblemáticas de Erick Saraiva. O autor, que ganhou notoriedade através das redes sociais, transpõe para as páginas uma escrita que é puro convite: um pedido por pausa, conexão e honestidade emocional. O livro não se pretende um tratado acadêmico sobre o amor, mas um espelho onde o leitor encontra suas próprias dores, saudades e esperanças.
A poética de Saraiva é marcada pelo minimalismo e pela proximidade. Ele utiliza uma linguagem cotidiana para desarmar as defesas de quem o lê, abordando a solidão, o término de ciclos e o renascimento pessoal com uma crueza gentil. Em seus versos, o ato de "deitar" vai muito além do físico; é uma metáfora para o abandono das máscaras sociais e para o descanso de um espírito exausto pelas pressões da modernidade.
Ao longo da obra, percebemos que o autor escreve como quem conversa com um amigo íntimo no meio da noite. Vem cá, deitar comigo celebra a imperfeição humana e a beleza de se permitir sentir, sem pressa e sem julgamentos. É um livro que entende que a cura muitas vezes começa pelo reconhecimento da nossa própria fragilidade e pela coragem de compartilhar o silêncio com o outro.
A Escrita que Acolhe
"A poesia não serve para explicar nada, ela serve para que a gente não precise explicar tanto." Nesta obra, Saraiva valida o sentir em sua forma mais pura.
É um livro para ser lido devagar, preferencialmente em momentos de introspeção, funcionando como um abraço em formato de texto.